domingo, 29 de janeiro de 2012



Ao longe o mar

Porto calmo de abrigo
De um futuro maior
Inda não está perdido
No presente temor

Não faz muito sentido
Já não esperar o melhor
Vem da névoa saindo
A promessa anterior

Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar

Sim, eu canto a vontade
Canto o teu despertar
E abraçando a saudade
Canto o tempo a passar

Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Descoberta


- Olhe para o alto, olhe para o alto - disse-me ela segurando minha cabeça firmemente. Por que olha tanto para baixo? Olha que lindo o céu azul e as pontas verdes das ávores.
- Não posso olhar para o alto - respondi-lhe. O rio corre sob meus pés e eu não posso deixar de acompanhá-lo.
- O rio nunca deixa de correr, ele estará sempre sob seus pés, mas o céu azul logo se dissipará, o verde cairá no outono, então olhe para o alto agora.
E foi naquela tarde incomum, que ela, aos noventa anos , me fez enxergar aquilo que eu já não acreditava mais.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rápido demais



Rápido demais a vida
rápido demais a chuva
rápido demais o encanto
rápido demais a nuvem


gira gira este mundo rápido demais
rápido demais não estarei aqui
rápido demais este cansaço
e tudo já é ontem

rápido demais os anjos passam por mim
rápido demais o fim de qualquer coisa

Todos os extremos de tudo o que existe
são rápidos demais


domingo, 1 de janeiro de 2012

Um trem além de mim


Preciso tirar estes trilhos de trem debaixo de meus pés, porque enquanto meus olhos insistem em olhar para o nada, além desta ferragem, um trem cruza a curva da estrada .

Talvez ele espante este temor de saber que a vida não se esconde só no céu azul, mas também nas nuvens negras de temporais.

Não quero dormir sobre estes trilhos de trem que teimam em me perturbar nas noites frias porque além da gélida mão que pousa no lençol, há um sol quente ao norte derrubando ressentimentos inúteis.

A grande verdade é que lutar contra os trilhos do trem pode ser mais perturbador do que lutar contra a vida que tenta nascer.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é Natal


Natal...tempo de excentricidades e egoísmo
Natal do ter e não do ser
Natal triste das crianças de ruas
Natal dos atropelos, do consumismo exagerado
Natal de luzes artificiais
Natal de sonhos impossíveis
Natal de abraços obrigados

Onde está o verdadeiro Natal?

Está lá no fundo do mar
na calma de seus habitantes
no céu azul e no sol lindo que nasceu nesta manhã
na chuva que ontem alegrou as plantas
no sorriso da criança do farol
nos desenhos das matas
na flor que surgiu na janela da minha casa

É este Natal de encanto que quero
gestado eternamente em mim

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011












"Despertar sob a luz de um novo dia e renovar
Encontrando nova força para amar
Em tempos difíceis
Descobrir sem querer o quanto é frágil decidir
Escolhendo cada passo, onde ir
Num futuro incerto
Não é fácil prosseguir apagando da memória
Tudo aquilo que fez a nossa história
Nossa vida de novo começar
Eu canto ao vento que beija meus cabelos num alento
Eu canto ao mar
Que apague os meus sentidos e me faz
Recomeçar
Decidi avançar o meu caminho sem deixar
Que o passado o destino possam destruir
Uma vida honesta
Revirar, alegrias e lamentos
Entender que só mesmo o próprio tempo
Nos dará todas as respostas
Não é fácil prosseguir apagando da memória
Tudo aquilo que fez a nossa historia
Nossa vida de novo começar
Eu canto ao vento
Que beija meus cabelos num alento
Eu canto ao mar
Que apague os meus sentidos e me faz
Recomeçar
Eu canto ao vento que beija
Eu canto ao mar
Que apague os meus sentidos
E me faz recomeçar
Eu canto ao vento
Que beija meus cabelos num alento
Eu canto ao mar
Que apague os meus sentidos e me faz recomeçar ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011